Sim! Parece mentira pra mim ainda, difícil de acreditar, mas eu sou o vencedor do concurso nacional de mangá realizado pela revista Ação Magazine!!! Uau! Por onde começar esse texto? Só sei que vou falar um monte. Leiam só se tiverem paciência.
Tentar descrever a sensação de conquista que estou sentindo é besteira. Tudo que posso dizer é que estou feliz demais com isso, mesmo. Só não chorei quando fiquei sabendo porque não acreditei. Aliás, duvidei até o último momento, quando vi uma foto do mangá nas páginas da revista, só aí pude ter certeza.
Não é novidade pra quem acompanha minha trajetória que ter uma história publicada nas bancas é meu sonho desde que decidi fazer quadrinhos. Um sonho distante que começou desde que me lembro de existir. Entre as minhas primeiras memórias estão as de quando meu tio levava bloquinhos de anotação de presente (o melhor que eu podia receber na época) e eu desenhava bonequinhos do Chapolin que minha mãe ensinou a desenhar em histórias que não me lembro o que acontecia.
Não é novidade pra quem acompanha minha trajetória que ter uma história publicada nas bancas é meu sonho desde que decidi fazer quadrinhos. Um sonho distante que começou desde que me lembro de existir. Entre as minhas primeiras memórias estão as de quando meu tio levava bloquinhos de anotação de presente (o melhor que eu podia receber na época) e eu desenhava bonequinhos do Chapolin que minha mãe ensinou a desenhar em histórias que não me lembro o que acontecia.
Desde então eu sempre soube que queria isso. É o que chamamos de sonho, da forma mais simples mesmo. O mangá veio depois que já tinha desenhado muitas histórias de heróis junto com meu irmão (que pelo visto foram jogadas fora, pois não consigo achar). Dragon Ball foi o primeiro, em 2000 (quando eu tinha uns 9 anos) e acho que por volta de 2003-2004 já havia me tocado de que queria fazer aquilo. Não exatamente aquilo, mas sim transmitir meus sentimentos as pessoas daquela forma.
Nessa época já comecei a criar várias histórias e personagens, treinava todo dia, porque nunca me considerei um cara com talento, e pra cobrir isso, só com trabalho duro mesmo. Por isso me identifiquei tanto com o Rock Lee ao ler Naruto. Eu esperava alcançar um "nível mínimo" de desenho para contar uma história, coisa que eu mesmo inventei pra mim.
Em 2008, com 16 anos, eu acreditava que havia alcançado esse nível mínimo e fiz o Interhigh Fight!, movido por um concurso (mas não mandei). Hoje tenho até vontade de tirar ele da internet, mas faz parte do meu caminho e ainda acho ele "liveu". No mesmo ano, mas depois de fazer 17 vieram mais 2 one-shots curtos. Em 2009, após acabar o ensino médio e não passar no vestibular, passei por uns tempos realmente duros. Levei umas porradas de realidade, trabalhava o dia todo e chegava morto em casa. Esse ano não produzi um único mangá, apesar de ter desenhado bastante e refletido muito. Pensar em desistir eu nunca pensei, mas nessa época tinha medo de que um dia chegasse a desistir, ou que simplesmente continuaria da forma que eu estava.
Nessa época já comecei a criar várias histórias e personagens, treinava todo dia, porque nunca me considerei um cara com talento, e pra cobrir isso, só com trabalho duro mesmo. Por isso me identifiquei tanto com o Rock Lee ao ler Naruto. Eu esperava alcançar um "nível mínimo" de desenho para contar uma história, coisa que eu mesmo inventei pra mim.
Em 2008, com 16 anos, eu acreditava que havia alcançado esse nível mínimo e fiz o Interhigh Fight!, movido por um concurso (mas não mandei). Hoje tenho até vontade de tirar ele da internet, mas faz parte do meu caminho e ainda acho ele "liveu". No mesmo ano, mas depois de fazer 17 vieram mais 2 one-shots curtos. Em 2009, após acabar o ensino médio e não passar no vestibular, passei por uns tempos realmente duros. Levei umas porradas de realidade, trabalhava o dia todo e chegava morto em casa. Esse ano não produzi um único mangá, apesar de ter desenhado bastante e refletido muito. Pensar em desistir eu nunca pensei, mas nessa época tinha medo de que um dia chegasse a desistir, ou que simplesmente continuaria da forma que eu estava.



